14ª parte - the life of ju - e dura dura... algo k não tem nada "a vêr"...

“Por vezes, os dois eus travam conversas no vácuo, e então a loucura está próxima, como creio que se aproximaria do homem que conseguisse ver as coisas simultaneamente através dos véus de dois costumes, de duas culturas, de dois ambientes.” - T. E. Lawrence – Os Sete Pilares da Sabedoria
"Por vezes, eu luto contra o eu que sempre existiu em mim, o eu sensível e sociável, que necessita dos outros para respirar e viver e, tento que o outro eu que não sou, se aproprie de mim para poder ser exactamente o oposto doi que sou. Para ser o eu frio, calculista, que pode viver só e independente. Por vezes, desejo que o eu que não acredita em nada, em ninguém, nem sequer no país onde nasci, ganhe terreno na minha alma e estado de espírito, para que seja mais fácil viver. Por vezes, desejo ser diferente, um outro eu que não o meu...longe do eu vulnerável e frágil, tornando-me assim numa espécie de “untouchable”... Por vezes, desejo abrçar outra nacionalidade que não a minha, porque talvez seja mais fácil do que estar aqui a lutar e a remar em águas que não quero que sejam minhas... Por vezes, penso em acordar de manhã e comprar uma outra identidade...viver uma vida que não seja esta... Por vezes, sinto-me uma espécie de transsexual que nasceu num corpo que não é o seu...com um espírito que não é aquele que quero ter... Por vezes, olho para os que me rodeiam e pergunto-me o porquê de sentir que não pertenço ali...e o porqueê de já ter sentido o contrário... Por vezes, acordo de manhã e desejo não ter acordado....pelo menos ali.... Por vezes, tento acreditar não acreditando..em mim ou no outro... Por vezes, mas só por vezes, gostaria de ter um ON e OFF e poder optar pelo StandBy...durante muito tempo...e descansar..."
mais um texto a "transparente"...k deixou de estar... :)
Comments
O mundo é como é, um pouco por nossa culpa, mas a grosso modo herdado pelo que a nossa ascendência dele fez. Os ideais são o que nos faz humanos, mas para a nossa humanidade também conta a capacidade de adaptação. Nao adianta de muito sonhar com um mundo idílico, paz, amor, concórdia e equidade económica, porque isso não irá acontecer. Enquanto nos aconchegamos naquilo que "poderia ser", ao nosso lado passa aquilo que realmente "é", e "é" um mundo de oportunidades, de alegria, prazeres sensoriais, carnais e emocionais. Gedeão disse e Freire cantou, que o sonho comanda a vida - não poderia concordar mais, desde que tenha uma boa base pragmática. Mas a utopia não. A utopia é o nosso mundo de fantasia, o nosso agradável cantinho no país das maravilhas; mas torna-se em problema quando comanda os nossos destinos, tornando a nossa existência numa pescadinha de rabo na boca. Ja dizia a minha avó "pra trás mija a burra", o mesmo que dizer que prá frente é o caminho. Avante camarada, avante! Trabalhemos com o que temos, porque o que não existe criamos nós - senão também não irá cair-nos no colo. Olaré!
é por estas e por outras que é um prazer falar horas e horas a fio contigo ;)
ps: gostei essencialmente da parte "carnal"...:D
johny...
...um sonhador k acredita k a vida é bem melhor em "terras" que só o tio vaskinho conhece... :) concordo fofo, "o sonho comanda a vida"...
...meus queridos obrigada pelos comments...mil beiJUs :) vocês são uns fófinhus ;)
Thx 4 the comment
gostei do texto :) e das tuas fotos...já sabes a minha opinião...para quando o livro?? ;)