3ª parte - the life of... ju
...pois eu era um anjinho, até ao dia em que fui para a pré-escola e aprendi que tinha de fazer pela vida, ou comiam-me viva...apartir daí, confirma a minha mãe passei a "ter o diabo no corpo"...não como a miuda do filme, que fazia da cabeça periscópio e vomitava verde, mas porque eu era "danada para a brincadeira" e não parava um segundo...e a "criatividade" desde cedo se começou a fazer sentir...para as coisas boas e para as coisas más... AH AH AH AH AH a vingança estava apenas a começar...

...pois bem,...
...a minha vida "escolar" começou muito mal...era uma baldas...tinha sempre os desenhos e colagens em atraso, nunca levava material, ás vezes nem a lanxeira...era uma perdida
...uma solta...mas que ninguém que leia isto me recrimine, porque havia mais alguém que não era inocente...a RTP...que me punha os episódios do Super Rato e dos Estrunfes a meio da manhã...ora não havia condições para estar numa sala a levar com plasticina dos colegas e a fazer recortes de desenhos com o pico pico, quando na tv estava a dar o nosso herói...ficava em casa, pois claro que ficava em casa...ainda estive para fazer uma manifestação na altura, mas foi quando larguei as fraldas de pano e já não havia material para fazer as bandeiras...
...um dos episódios que ouvi a minha mãe contar, durante anos e anos, passo
u-se exactamente numa destas manhãs...em que fiquei em casa a ver o Super Rato... o primo de lisboa tinha-me oferecido um topo gigio (quem não se lembra do topo gigio não merece o ar que respira...de origem italiana, cá por estas bandas, contracenava com um homem que fazia a verdadeira "parelha" com ele...topo gigio de orelhas grandes e "ele" de nariz gigantesco...o nosso caro julio isidro, pois tá claro...tão fófinho este topo gigio que fazia chichi em cima do piano...)
...pois, lá fiquei eu na caminha dos pais, a ver o Super Rato, agarrada ao meu topo gigio novinho em folha, enquanto a mãe (que compactuava nesta história das baldas) ia ao super mercado lá da terrinha...a pé...que isto foi antes de inventarem a roda...
...daqui a minha mãe salta sempre na história para a parte: "e vinha eu do supermercado carregada de compras, e nisto vejo a sandrinha (se me quiserem chatear à séria é tratarem-me por sandrinha)...e nisto vejo a sandrinha no topo da escadaria a chorar, aos prantos...larguei tudo no meio da estrada, desatei a correr...a pensar que ela tinha-se magoado...quando chego ao pé dela e pergunto-lhe o que tem, ela responde aos soluços"... "eu...eu...eu arranquei os bigodes ao topo gigio"...
...não gozem...o raio do boneco era muito importante para mim...e era grave...um rato sem bigodes, não é um rato carago...
Comments
gosto de queijo, e sou teu amigo do fundo do coração...
Ao meu arranquei o cabelo...